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RebobinAndo: 7×17 Driving Miss Crazy

 JP  07/06/2017  RebobinAndo

Uma consciência pesada é o pior pesadelo.

Se semana passada eu fiquei extremamente decepcionado com PLL, o episódio de ontem compensou, de várias formas, essa frustração. Contudo, nessa review vou pontuar algumas coisas um tanto sérias que a história vem nos trazendo e nós, como fãs e telespectadores, não podemos simplesmente assistir em silêncio.

Aria continua sendo chantageada por A.D. e, dessa vez, sua tarefa é fazer uma entrega especial na casa dos Hastings, o que, a principio, ela se recusa, até por que, quem poderia imaginar que Sparia ia chegar a esse ponto, né, mores? Pois bem, aproveitando que a família de Spencer está encaixotando tudo para se mudar, Aria os visita com uma desculpinha qualquer e coloca um celular descartável (burner phone) em um dos pacotes espalhados pelo balcão da cozinha e, pouco tempo depois, descobrimos o porquê de tudo aquilo: com a conexão com a internet da casa dos Hastings estabelecida, A.D. aciona, remotamente, um áudio em que Peter e Mary Drake discutem sobre a morte de Jessica e é ai que tivemos certeza ABSOLUTA que Mary Drake foi realmente a culpada pela morte da irmã… mas também descobrimos alguns outros detalhezinhos.

Vamos nos ater a esse plot, inicialmente, ok? Pois bem, como vimos, Mary invadiu o carro de Spencer e a “sequestrou”. No Lost Woods, as duas conversam, finalmente, e descobrimos, FINALMENTE, a verdade por trás da morte de Mrs. D.: ela e sua irmã gêmea tinham os mesmos problemas de saúde e, pensando nisso, ela resolveu interceptar o plano de Peter e Jessica, que era justamente acabar com a sua vida dando a ela os comprimidos para a pressão. EU SABIA que o Peter estava escondendo alguma coisa! Quem deveria ter morrido era a Mary Drake e não a Mrs. D., mas o plano deu errado quando Mary tomou a atitude de “envenenar” a irmã com o remédio de Peter e, completando a vingança contra os dois, enterrá-la no quintal da casa dele. Por fim, depois de confrontar seu pai e descobrir toda a verdade, Spencer fica sabendo que eles não vão mais se mudar de Rosewood e que sua mãe vai desistir do cargo de senadora por conta desse bafo todo, coisa que me deixou bem tristinho porque eu gosto da Veronica e acho que, depois de toda essa cachorrada que o Peter fez com ela, ela merecia um pouquinho de felicidade. Pronto, uma história fechadinha, agora só falta resolverem outras 900 que estão com a ponta solta.

Particularmente, eu AMEI as cenas da Spencer com a Mary, achei muito bonito o perdão entre as duas e o que a Spence disse a ela sobre perdoar a si mesma. Um momento muito bonito entre mãe e filha e, mesmo que a Spencer não tenha ido embora com ela, deu pra notar que a Mary ficou felizinha com a situação toda. Vamos aplaudir as atuações da Troian e da Andrea Parker que foram simplesmente MARAVILHOSAS. Estou bem feliz com essa parte da história na reta final, depois me contem ali nos comentários o que vocês acharam, ok?

Seguindo o baile, Emily e Mona se juntaram nesse episódio para investigar a identidade de A.D. e, como primeira pista, as duas seguem para o consultório do médico que realizou a inseminação na Ali. Elas fingem ser um casal – que inclusive teve muito mais química que Emison – mas não conseguem arrancar muita coisa do médico, num primeiro momento. Mona rouba uma revista do consultório com o endereço do cara e as duas vão fuçar na correspondência dele e encontram evidências de que ele recebeu pagamentos pra realizar a inseminação. De volta ao consultório, Emona (que ship maravilhoso) chantageia o médico e ele acaba dando para elas o número de identificação do doador, ou seja, é só uma questão de tempo até a gente descobrir quem é o pai da criança.

Daqui a pouco eu volto a falar sobre a Mona, mas antes eu queria que a gente refletisse uma coisa bem rapidinho. Durante a semana que passou, Emison dividiu opiniões de muita gente: de um lado temos os shippers que esperavam as duas ficarem juntas desde a primeira temporada e estão dando cambalhotas de felicidade e, do outro, temos a galera que, como eu, acha o casal forçado, sem graça e sem química. É importante a gente ressaltar uma coisa aqui: achar Emison sem química é simplesmente uma percepção individual de cada telespectador/fã da série e isso não tem que ser motivo de briga, porque quem shippa as duas não vai me convencer JAMAIS que as duas têm química, da mesma forma que eu JAMAIS vou convencer quem shippa as duas que elas não têm química, então a gente pode conviver feliz, concordando com o fato de discordar, tá bem? Então tá bem. Outro ponto: não shippar Emison não anula gostar das personagens separadamente, por exemplo, eu gosto muito da Alison desde sempre, mas não é porque agora ela está com a Em que eu vou achar a personagem um lixo, de maneira alguma. Ela passou por grandes evoluções durante a série e é, realmente uma GRANDE personagem, importantíssimo pra história e eu só discordo, de uma maneira geral, que PRECISE ter isso de ficar com alguém no final, casar e blá blá blá.

Agora vamos falar sobre uma outra coisa bem problemática que está acontecendo na série: alguém parou pra reparar que tanto a Emily quanto a Alison tiveram seus corpos VIOLADOS e tá todo mundo fechando os olhos pra isso e comemorando o fato de essa gravidez ter aproximado as duas? Você tem todo o direito de shippar Emison e achar as duas maravilhosas juntas, mas não pode simplesmente ignorar o fato de que essa gravidez foi fruto de um abuso MUITO sério se pararmos pra notar que a inseminação foi feita SEM O CONSENTIMENTO de nenhuma das duas. Isso foi uma violência sem tamanho e a série não está falando sobre a gravidade disso de forma alguma, pelo contrário, a Marlene King está só celebrando o amor de Emison e ignorando o fato que a escolha do plot pra juntar as duas foi EXTREMAMENTE infeliz. Quer que as duas terminem junto? Ok, beleza, elas não poderiam simplesmente ESCOLHER isso? Tinha que fazer as personagens passarem por um abuso como esse? A gravidez da Ali não poderia ter sido, sei lá, natural? Eu realmente acho que isso é algo muito sério que está sendo ofuscado pela felicidade de ter o casal junto – reforço que não ligo se elas ficam juntas ou não, pra mim isso não faz diferença -, mas acho que nós, como telespectadores/fãs não podemos deixar esse tipo de violência contra duas personagens femininas passar como se não fosse nada, PORQUE É e é muito sério.

Na mesma esteira de mancadas da Marlene King, agora sobre a Charlotte, pensem comigo: uma pessoa trans que sofre metade da vida pra conseguir adequar seu corpo ao seu gênero simplesmente iria, do nada, se vestir como um homem na Dollhouse e ia ficar colocando seu nome “original” em blocos de brinquedo e mandando cartões pra família, assinando com esse nome masculino? Gente, não, uma pessoa trans sofre e sofre MUITO por conta de sua identidade de gênero pra ficar usando sua identidade “inicial” só pra fazer misteriozinho – e eu só fui pensar nisso esses dias, séculos depois de tudo o que descobrimos da sexta temporada. Enfim, a Marlene deveria pensar mais antes de tratar assuntos tão delicados, não dá pra você escrever certas coisas sem pensar que pessoas que vão assistir isso podem simplesmente se sentir mal. Não é mimimi, não é implicância, é um cuidado com o público – ou pelo menos com certa parte dele – que os escritores e roteiristas parece que não pensaram. Apenas reflitam sobre esses pontos e não vamos ser telespectadores/fãs alienados, vamos ser críticos com o que nos é entregue e ter empatia com as pessoas que possam ser atingidas com isso.

Enfim, vamos voltar pra review, né?

Depois de tanto ajudar A.D. a torturar psicologicamente suas amigas, Aria finalmente recebe seu prêmio: uma peça grande do quebra-cabeças do tabuleiro e as folhas de seu arquivo. Pelo que deu pra entender, na época em que ela descobriu sobre o livro que o Ezra estava escrevendo, ela teria preenchido uma espécie de relatório policial pra denunciar o seu então professor, alegando que ele teria se aproveitado de sua posição de poder para tirar proveito dela e de suas amigas – O QUE É VERDADE, NÉ, MORES? Não vamos fechar os olhos para o fato de que o Ezra era um cara maior de idade e a Aria era uma estudante do segundo colegial – ou seja, 16 aninhos – quando eles começaram a ter um caso. “Ah, JP, mas foi consentido, ela também quis”, ok, tudo seria lindo se ele não estivesse se aproveitando da situação toda pra proveito próprio, né? Eu super entendo a Aria ter feito isso e tá, os dois acabaram se apaixonando de verdade e tudo mais e como a timeline da série é uma bagunça a gente acaba meio que apagando o fato de que a Aria era praticamente uma garota quando eles começaram a namorar. Nos livros (e se vocês não quiserem spoiler, já desçam a página correndo), o Ezra tem QUARENTA anos e se relaciona com a Aria, adaptaram a idade dele na série pro impacto não ser tão grande, mas não deixa de ser complicadinho né? Enfim, acho Ezria um porre também e pra mim é o cúmulo a Aria ter vivido a série inteira em função de macho, como eu já disse em reviews anteriores, mas a gente não pode fazer muita coisa né? Pra piorar, parece que ela traiu as amigas e fez tudo o que fez só pra proteger seu noivado e futuro casamento com o Ezra, ou seja, não adiantou muita coisa dar um plot “decente” pra Aria se, no final das contas, ela estava fazendo tudo isso por causa de macho. NÃO GENTE, PELO AMOR, ESSAS MENINAS SÃO MARAVILHOSAS E NÃO PRECISAM DE HOMEM NENHUM! Enfim, espero que, nos próximos episódios, a gente descubra mais coisas que a Aria escondia naquele arquivo, mas eu espero MESMO, algo bem terrível, digno de tudo o que ela aprontou chantageada por A.D.

Agora, vamos falar sobre o pesadelo que a Aria teve? GENTE, QUE CENA MARAVILHOSA! Alguém dá um Grammy pra Janel Parrish, só isso que eu peço. Toda aquela confusão musical foi fruto da consciência pesada de Aria que, enquanto Mona cantava como uma carcereira bem fodona, imaginava Ezra algemado e todo machucado por apanhar de outros presos. Com véu e buquê feitos de papel higiênico, Aria se “casa” com Ezra na prisão e a cerimônia seria celebrada por Veronica, que ACABA com ela quando a Liar pede desculpas por ter plantado o celular descartável em sua casa e ter dado continuidade à toda confusão envolvendo Mary e Peter. Eu simplesmente amei e não queria que a Aria tivesse acordado, só pra cena durar mais. Gostei muito, MUITO mesmo.

Enquanto tudo isso acontecia, Hanna e Caleb estavam ás voltas com as investigações de Marco, que está cada vez mais suspeitando que os dois causaram a inundação no The Radley pra destruir a evidência que incriminaria Spencer. Vimos que a MARAVILHOSA DONA DO MUNDO Ashley Marin voltou pra Rosewood essa semana e nós não poderíamos ter amado mais a participação dela no episódio. O que foi aquela reuniãozinha familiar em que o Caleb pede a Hanna em casamento? E a cena da barraca com eles “se casando”? Como Haleb shipper, meu coraçãozinho bateu mais forte, mas… brochei muito com Haleb de uns tempos pra cá porque, honestamente, não consigo mais levar nenhum casal dessa série a sério – sobre isso pretendo falar no último rebobinando, daqui algumas semanas, então, aguardem.

Mas nem só de brindes e anéis de papel viveu Hanna Marin. Desesperada, temendo que Marco descubra o que não deve sobre a morte de Archer, ela vai até o lugar onde pegou e deixou as pás que ela e as meninas usaram pra enterrar o cadáver, mas não as encontra. Ela ainda recebe a informação de que a polícia as teria recolhido para uma investigação, o que a deixa mais nervosa ainda. Porém, todo esse sufoco meio que passa, pelo menos pra nós, que estávamos assistindo, quando vimos a cena final do episódio. Mona entra em seu apartamento de maneira muito suspeita e começa a digitar freneticamente em frente a três monitores. Com a câmera passando, vemos várias fotos, anotações, mapas, as fotos que ela tirou do tabuleiro, tudo na parede e, no canto da sala… as pás usadas pra enterrar o Archer. “Nossa, a Mona é A.D.?????”, não, gente, eu duvido muito. Vocês lembram que, no comecinho do episódio ela disse que era uma cúmplice no crime por ter ajudado as meninas e simplesmente não confia nelas pra resolverem tudo, justamente por que “o dela também tá na reta”? Em outras palavras, Mona sabe que as Liars são burras e não conseguem lidar com essas situações criminosas muito bem e, por si só, resolveu assumir as rédeas da coisa toda, tendo conseguido até instrumentos usados no crime – as pás. Vale lembrar que Mona estava espiando a Aria enquanto ela procurava por sua “recompensa” no The Brew, ou seja, eu tô achando que vai ser a Mona que vai descobrir que a Aria fez o que fez e vai entrega-la pras meninas (assistam o promo do próximo episódio, só digo isso).

Enfim, espero que vocês tenham gostado do episódio e da review. Semana que vem estaremos de volta pra comentar o antepenúltimo episódio da série, 7×18 Choose or Lose.

See you bitches!

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