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RebobinAndo: 7×14 Power Play

 JP  10/05/2017  RebobinAndo

Ressuscitaram a reta final de PLL e acordamos de um sono que durou dois episódios: ao abrir os olhos, percebemos que A.D. é extremamente pior do que imaginamos.

Não é segredo pra ninguém que lê o RebobinAndo que a essência da review é justamente rebobinar, voltar episódios e entender o porquê de as coisas estarem acontecendo na série e o episódio da semana nos deu exatamente esse material pra termos um texto bem gostosinho.

Como pudemos ver, chegou a vez da Ali jogar e o golpe não poderia ter sido mais baixo. Depois de receber um dedo, a polícia de Rosewood passa a tratar o desaparecimento do Elliott, quer dizer, do Archer, como homicídio e Marco vai diretinho na Rosewood High interrogar Ali, tentando descobrir se ela sabe algo a respeito de alguém que poderia ter motivos para matar o finado, o que deixa a Liar ciente de que, se as investigações continuarem, em breve a polícia pode saber do envolvimento das meninas com o crime.

No decorrer do episódio, vimos que Ali tomou a decisão de abortar o filho que está esperando, por conta de todo o trauma que sofreu em decorrência dos abusos de Archer. Pra completar o clima nada light pelo qual está passando, ela ainda recebe, na mesa de sua casa, o famigerado tabuleiro eu, depois de algumas piscadas e sons esquisitos, revela que é sua vez de jogar. A.D. ainda deixa claro para as Liars que, caso elas não resolvam o quebra-cabeça a tempo, podem ir parar na cadeia pelo crime que cometeram, o que aumenta, ainda mais, a responsabilidade das nossas jogadoras encurraladas.

A boneca de Ali no tabuleiro estava posicionada em uma “localização misteriosa” e, mais tarde, recebe coordenadas de latitude e longitude (A.D. é tão exatas, não é mesmo?) para o tal lugar e Aria a acompanharia. Sobre as polemiquissimas e maravilhosas cenas da Aria com A.D. a gente comenta mais adiante, ok? Enfim, o fato é que Ali acabou indo parar em uma loja de roupas de bebê e sua tarefa era comprar 10 itens. Ao final das compras, a vendedora da loja entrega um pacote para Ali, alegando que ela havia pedido para guardarem e que era o presente para a doadora dos óvulos. Simplesmente isso. Essa simples frase e um colar com o nome EMILY foram suficientes pra deixar Ali tonta e entender exatamente como A.D. tinha violado seu corpo de uma maneira indescritivelmente terrível. Cambaleando, ela encontra sua peça do tabuleiro e vai imediatamente falar com Em, que fica transtornada com a revelação. Vocês se lembram que, no final do episódio 7X2 Bedlam, alguém entra no quarto da Ali no Welby, injeta algo nela e a leva corredor abaixo? Pois bem, essa pessoa era A.D. e foi exatamente depois disso que se deu o procedimento de fecundação com os óvulos da Em. Tá, mas o pai, mesmo nesse caso, é o Archer? Ou pior: SERIA A.D. A OUTRA PARTE DESSE EXPERIMENTO GENÉTICO DO MAL? Eu achei pesadíssimo. Seja lá quem for esse vilão ou vilã, deu um dos piores golpes possível. Já era meio que esperado esse plot twist de que A.D. teria roubado os óvulos da Em, mas agora que se concretizou, parece bem pior do que quando era apenas especulação. Sério, fiquei bem mal por Emison. E a Paige, coitada? Toda felizinha, decida a ficar em Rosewood e a retomar seu relacionamento do colegial… girl, please. Em uma cidade comandada por A.D., planos de felicidade não significam muita coisa, não é mesmo?

Pois bem, pra entendermos a segunda parte da jogada dessa semana, precisamos revisar e comentar as cenas envolvendo a Aria. Antes, porém, preciso dizer que fiquei EXTREMAMENTE FELIZ de ver que os produtores caíram em si e deram um plot pra personagem que FINALMENTE, não envolve Ezra, nem namoro, nem relacionamento, nem nada dessas coisas insuportáveis que tornam a personagem maçante e chata de se ver. Obrigado aos envolvidos. Lucy Hale é um amor de pessoa e a personagem que ela interpreta realmente merece uma historinha mais decente nessa série. Obrigado mesmo.

Mas enfim, antes de Ali ir até a tal loja de roupas de bebê, Ela e Aria estavam em uma chamada de facetime quando, de repente, nossa baixinha recebe outra ligação e, para sua surpresa, ao atender, da de cara com A.D., que mostra a ela a pasta roubada dos arquivos que Jessia DiLaurentis tinha de todas as meninas. Lembram disso? No episódio 7×7 Original G’A’ngsters as meninas descobrem que, na casa da Tia Carol (onde está o “túmulo” do Charles), Mrs. D. mantinha pastas com informações a respeito das meninas, menos da Aria, o que na época nos soou muito estranho e suspeito mas que com o episódio da semana, vimos que o arquivo não estava lá justamente porque A.D. o tinha roubado, ou seja, esse plano de tabuleiro estava sendo muito bem arquitetado há muito tempo. O fato é que Aria é ameaçada justamente em seu ponto mais frágil no momento, seu relacionamento com Ezra (sono), e A.D. ainda diz que, caso ele soubesse as coisas que ela havia feito, escolheria a Nicole e seria visitado na cadeia por ela – teria sido uma menção ao fato de eles terem namorado quando Aria ainda era menor de idade? Provavelmente sim, mas a coisa toda foi uma jogada muito bem planejada.

Mais tarde, quando estava com Ali próximo à loja de roupas de bebê, Aria recebe outra mensagem, acompanhada de uma localização: era hora de ficar cara a cara com A.D. e a gente sentiu o impacto. E lá se vai ela, a Liar que está há temporadas sem um plot digno a caminho de sua redenção perante a nós, telespectadores cansados de ver ela sofrendo por causa de homem. Para nossa surpresa, quem se revela por trás do black hoodie é a Sydney, que se apresenta como A.D. e, por um instante, Aria até parece acreditar no teatrinho, mas logo percebe que Sydney também é apenas mais uma peça nesse grande tabuleiro e a confronta, fazendo ela revelar que ao deixar Ali sozinha e seguir as instruções enviadas foi um importante passo para que Aria ganhasse a confiança de A.D., mas que ainda havia muito a se fazer e que ela precisava tomar uma decisão. Ficou explícito nessa cena também que Aria não poderia sair do jogo como havia pedido, mas que A.D. estava lhe oferecendo a oportunidade de fazer parte do time vencedor, ou seja, daquilo que podemos chamar de “A.D. TEAM”, que já conta com Jenna e Sydney.

Dito e feito. Ao se encontrar com as meninas, Aria leva uma leve bronca e fica a par da situação angustiante de Emily e Alison e quando o tabuleiro começa a funcionar de novo, todas esperam que apareça alguma mensagem orientando Aria a fazer algo pois, pela ordem, ela era a única que faltava para jogar, mas… não. Hanna é escolhida novamente e fica extremamente indignada, deixando Spencer, Ali e Em sem saber o que estava acontecendo e porque a ordem das jogadoras foi quebrada. Ao ficar sozinha com o tabuleiro, Aria recebe uma mensagem de A.D., perguntando se ela já havia tomado uma decisão, o que nos deixou extremamente ansiosos pelo que pode estar nos aguardando nas próximas esquinas desse jogo.

Estou achando MUITO bom esse plot twist de envolver a Aria com A.D. Quem acompanha o rebobiAndo desde que comecei a escrever sabe como sempre detestei as teorias infundadas – ou com argumentos fraquíssimos – de que a Aria seria –A. Ver ela envolvida com o principal vilão da série depois de tanto tempo focando só em plotzinhos de Ezria me dá uma satisfação gigantesca, mesmo que eu veja isso como uma espécie de fanservice (porque se nós víamos as milhares de teorias de que Aria poderia ser –A, os produtores e escritores também viam e talvez tenham decidido usar isso de alguma forma na série), mas é um fanservice bom, né, então a gente não reclama. Obrigado dona Marlene dos Reis por nos presentear com a Dark Aria.

Vocês estão achando que acabou? Pois não acabou coisa nenhuma. Peter Hastings retorna a Rosewood e logo sacamos que ele não vê a hora de encontrar Mary Drake só pra mantê-la afastada de Spencer, o que obviamente não é o plano da nossa Hastings-Drake-DiLaurentis preferida, não é mesmo? Com a ajuda de Hanna, Spence passa por cima de seu pai (pra variar) e segue em busca de sua mãe verdadeira, mas, para a surpresa de Hanna – e a nossa – as duas dão de cara com Ted, sim, o nosso Pastor Ted, ex-namorado da nossa amadíssima Ashley Marin. As informações da detetive particular contratada por Peter indicavam que Mary Drake estaria em uma das casas da rua onde Spencer e Hanna estavam investigando e a última casa era a de Ted, que ficou bem surpreso ao ver sua quase filha postiça por lá. Num primeiro momento, ele mente a respeito do paradeiro de Mary mas, com a chegada do famoso peso na consciência, ele procura Hanna e conta que a conhecia desde os tempos de faculdade e, mais do que isso, que teve UM FILHO COM ELA, mostrando foto e tudo. Sim, é isso mesmo que vocês estão entendendo, CHARLOTTE É FILHA DO PASTOR TED. Calma, gente, respira ai que ainda tem mais: na foto que Ted mostra pra Hanna dele com o finado Charles, tem um outro menininho, mais novo, junto com eles e essa criancinha adorável trata-se de ninguém mais, ninguém menos que o Lucas, ou seja, mais uma pessoa envolvida com a Charlotte. Gente, sério, depois desse episódio surgiu um novo meme: ALI ZONZA, todas essas revelações me deixaram assim, tonto, derrubando patinhos de borracha, sem saber pra onde ir e querendo os 6 episódios que faltam todos de uma vez. Socorro, apenas.

Ah, tomem um copo d’água, senta aqui de novo porque AINDA TEM MAIS: há três temporadas atrás, mais precisamente no episódio 4×22 Cover For Me, vimos a Mrs. D. assombrando o quarto da Spencer e na época achamos esquistissimo ela ter entrado no quarto da Liar no meio da noite. Todos suspeitávamos, naquela época, que ela estaria ajudando –A, mas na verdade, como nos foi revelado no episódio, quem estava lá naquele dia não era a Mrs. D., mas sim a Mary Drake que, louca pra ver sua filha, cometeu a loucurinha de invadir a casa dos Hastings, tendo sido flagrada por Peter. Eu pulei da cadeira com essa revelação, justamente porque AMO a Mrs. D. e a Mary Drake (Andrea Parker rainha maravilhosa) e AMO a quarta temporada, então juntou tudo isso e eu vomitei arco-íris, mas fiquei meio “meh” quando o Peter “revela” que a assassina da Mrs. D. é a Mary… tipo, gente, não. Em PLL, se a revelação não é feita com flashback mostrando tudo direitinho, cada pedacinho, pra mim não vale. Peter poderia muito bem estar usando Mary como álibi pro seu próprio crime OU ele realmente acredita nisso e realmente querem que nós, telespectadores, acreditemos, sem flashback, que quem matou a Jessica foi a Mary mas que, na verdade, quem morreu foi a Mary, assassinada pela Jessica. ALI ZONZA DE NOVO. Essa teoriazinha de que a gêmea morta é a Mary está rondando a internet a algum tempo e, vocês sabem, não curto muito teorias, mas… o fato de não ter tido um flashback da Mary matando, de fato, a Jessica, me fez desconfiar muito. Enfim, não sei o que pensar e minha estratégia de não esperar absolutamente nada dos episódios tá dando certo, façam o mesmo.

Enfim, depois de todos esses tiros, o próximo episódio, 7×15 In The Eye Abides The Heart, vai ser exibido só daqui duas semanas, no dia 23/05. Até lá, o jeito é segurar a ansiedade e se contentar com as previews, não é mesmo? Espero que vocês tenham gostado do episódio porque ESSE SIM valeu a pena. A gente se encontra aquizinho de novo daqui 15 dias pra reta final FINAL MESMO de PLL. Preparem os lencinhos, apenas.

See you, bitches!

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